A lei exige que os motociclistas circulem com um seguro de moto com responsabilidade civil com um capital mínimo de 600 mil euros. Contudo, é provável que tenha alguma dificuldade em encontrar uma seguradora que esteja disposta a fazê-lo. Mesmo que consiga, o preço é geralmente elevado.

Por aceitar subscrever o seguro de moto com responsabilidade civil para motos sem restrições, a escolha recomendada é a Allianz.

A Fidelidade Mundial também é uma boa escolha para o seguro de moto com responsabilidade civil obrigatório de motos de cilindrada inferior a 500 centímetros cúbicos. Se é profissional de saúde (médico, enfermeiro, etc.), a AMA poderá ser a melhor opção.

No entanto, se já for cliente de outra segurador, não deixe de contactá-las. Pode ainda recorrer a um mediador de seguros.

Já o seguro de danos próprios é quase impossível de subscrever, a menos que tenha uma boa relação comercial com a seguradora (por exemplo, caso aí tenha feito seguro automóvel, de vida e multirriscos ou habitação). Em geral, esta cobertura só é aceite quando a moto é comprada através de leasing ou aluguer de longa duração, já que as locadoras o exigem.

Quem procura um seguro para moto deve estar preparado para fazer uma boa pesquisa para ter o melhor preço e as melhores vantagens. É comum as seguradores que só aceitam fazer o seguro de moto a motards que já sejam clientes da companhia ou, não sendo o caso, que acedam a contratar ali outros seguros como por exemplo, automóvel, multirriscos, habitação e de vida.

Se quiser andar de moto, é obrigado a contratar um seguro de responsabilidade civil com um valor de 600 mil euros. Caso contrário, se for apanhado pela polícia, arrisca-se a pagar entre 500 e 2500 euros de multa.

Este seguro de moto com seguro de responsabilidade civil cobre os danos corporais e materiais involuntariamente causados a terceiros, até ao limite contratado. Tal significa que, por exemplo, se perder o equilíbrio e bater num carro parado na rua, causando-lhe danos na chapa e na pintura, em princípio, a reparação ficará por conta da seguradora.

Se quiser ir de moto para o estrangeiro, confirme na carta verde quais são os países abrangidos pelo seguro de moto. Caso vá para um país excluído, terá de contratar uma extensão territorial. O prémio varia consoante a seguradora e o destino.

Pela natureza do risco envolvido, muitas seguradoras recusam-se a subscrever seguros para motos, sobretudo para motards com menos de 25 anos ou carta há menos de dois. Caso lhe voltem as costas, pode reunir três declarações de recusa das seguradoras e apresentá-las no Instituto de Seguros de Portugal. Este tratará de nomear uma dessas empresas para lhe fazer o seguro para moto.

Se quiser ficar protegido quanto aos estragos provocados na sua moto, a única solução é contratar um seguro de danos próprios. Este cobre os prejuízos causados por choque, colisão, capotamento, incêndio, raio, explosão e furto ou roubo, desde que não haja um terceiro responsável pelo acidente. Neste caso, é accionado o seguro do “culpado”. Infelizmente, esta cobertura é quase uma miragem para os veículos de duas rodas. Se todos os seus seguros estão numa única seguradora (por exemplo, carro, casa, vida e saúde), pode ser mais fácil negociar a contratação da cobertura de danos próprios para a sua moto.

Outra solução será comprar a moto através de leasing ou aluguer de longa duração. Neste caso, as locadoras exigem o seguro de danos próprios e, regra geral, disponibilizam aos seus clientes a apólice da seguradora com a qual têm um protocolo. A única solução para o cliente é aceitar as condições impostas pela companhia em causa para ter um seguro para moto.


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