A lei exige que os motociclistas circulem com um seguro de moto com responsabilidade civil com um capital mínimo de 600 mil euros. Contudo, é provável que tenha alguma dificuldade em encontrar uma seguradora que esteja disposta a fazê-lo. Mesmo que consiga, o preço é geralmente elevado.

Por aceitar subscrever o seguro de moto com responsabilidade civil para motos sem restrições, a escolha recomendada é a Allianz.

A Fidelidade Mundial também é uma boa escolha para o seguro de moto com responsabilidade civil obrigatório de motos de cilindrada inferior a 500 centímetros cúbicos. Se é profissional de saúde (médico, enfermeiro, etc.), a AMA poderá ser a melhor opção.

No entanto, se já for cliente de outra segurador, não deixe de contactá-las. Pode ainda recorrer a um mediador de seguros.

Já o seguro de danos próprios é quase impossível de subscrever, a menos que tenha uma boa relação comercial com a seguradora (por exemplo, caso aí tenha feito seguro automóvel, de vida e multirriscos ou habitação). Em geral, esta cobertura só é aceite quando a moto é comprada através de leasing ou aluguer de longa duração, já que as locadoras o exigem.

O seguro de moto com responsabilidade civil, como o dos carros rege-se por uma apólice uniforme, definida por lei. Ou seja, é igual em todas as seguradoras que fazem seguros para moto. Como tal, para escolher a melhor, o principal factor de comparação é o preço.

A generalidade das seguradoras define duas classes de cilindrada quando faz seguros de moto (até 500 centímetros cúbicos ou mais), às quais corresponde um prémio. Outras, como a Allianz, a AMA e a Axa, definem classes intermédias, com prémios diferentes.

Normalmente o valor total do seguro de moto a pagar por ano nas companhias que dizem comercializar o seguro de responsabilidade civil para um cenário neutro: ou seja, um motard com mais de 25 anos e carta de mota há mais de dois, residente na zona de Lisboa e sem “cadastro” de acidentes. A diferença de preço de seguros de moto entre as várias seguradoras é significativa. Contudo, para todas as classes de cilindrada, é sempre a seguradora Victoria que cobra menos.

Caso esteja à procura de seguro para moto e escape ao perfil neutro que descrevemos, não desanime, pois damos-lhe as ferramentas para fazer as suas próprias contas para o seguro de moto. Por exemplo, mulheres e motards residentes em zonas de pouco risco, como Portalegre ou Beja, têm geralmente descontos de 5 e de 25% no prémio do seguro de moto.

Já os condutores com acidentes no currículo vêem o seu prémio agravado, na maioria dos casos, em 10%. Tal como no seguro automóvel, os mais penalizados são os condutores com menos de 25 anos e carta há menos de dois. Mesmo que consigam contratar o seguro para moto, o que nem sempre é fácil, são obrigados a pagar 40% mais de prémio do que os condutores mais experientes.

Quem procura um seguro para moto deve estar preparado para fazer uma boa pesquisa para ter o melhor preço e as melhores vantagens. É comum as seguradores que só aceitam fazer o seguro de moto a motards que já sejam clientes da companhia ou, não sendo o caso, que acedam a contratar ali outros seguros como por exemplo, automóvel, multirriscos, habitação e de vida.

Se quiser andar de moto, é obrigado a contratar um seguro de responsabilidade civil com um valor de 600 mil euros. Caso contrário, se for apanhado pela polícia, arrisca-se a pagar entre 500 e 2500 euros de multa.

Este seguro de moto com seguro de responsabilidade civil cobre os danos corporais e materiais involuntariamente causados a terceiros, até ao limite contratado. Tal significa que, por exemplo, se perder o equilíbrio e bater num carro parado na rua, causando-lhe danos na chapa e na pintura, em princípio, a reparação ficará por conta da seguradora.

Se quiser ir de moto para o estrangeiro, confirme na carta verde quais são os países abrangidos pelo seguro de moto. Caso vá para um país excluído, terá de contratar uma extensão territorial. O prémio varia consoante a seguradora e o destino.

Pela natureza do risco envolvido, muitas seguradoras recusam-se a subscrever seguros para motos, sobretudo para motards com menos de 25 anos ou carta há menos de dois. Caso lhe voltem as costas, pode reunir três declarações de recusa das seguradoras e apresentá-las no Instituto de Seguros de Portugal. Este tratará de nomear uma dessas empresas para lhe fazer o seguro para moto.

Se quiser ficar protegido quanto aos estragos provocados na sua moto, a única solução é contratar um seguro de danos próprios. Este cobre os prejuízos causados por choque, colisão, capotamento, incêndio, raio, explosão e furto ou roubo, desde que não haja um terceiro responsável pelo acidente. Neste caso, é accionado o seguro do “culpado”. Infelizmente, esta cobertura é quase uma miragem para os veículos de duas rodas. Se todos os seus seguros estão numa única seguradora (por exemplo, carro, casa, vida e saúde), pode ser mais fácil negociar a contratação da cobertura de danos próprios para a sua moto.

Outra solução será comprar a moto através de leasing ou aluguer de longa duração. Neste caso, as locadoras exigem o seguro de danos próprios e, regra geral, disponibilizam aos seus clientes a apólice da seguradora com a qual têm um protocolo. A única solução para o cliente é aceitar as condições impostas pela companhia em causa para ter um seguro para moto.

Os avisos de pagamento dos seguros mostram siglas difíceis de descodificar, que podem aumentar o prémio final do seguro para moto. Para tirar dúvidas elaborámos um glossário com os termos mais importantes a saber para entender bem a apólice do seguro para moto.

O prémio do seguro para moto inclui a cobertura de risco e eventuais comissões de mediação e cobrança, mas não só. Acrescem encargos que dependem do tipo de seguro e revertem, quase na totalidade, para o Estado ou serviços públicos de utilidade social e económica.

É lamentável que as seguradoras não enviem recibos discriminados aos clientes, com a indicação do preço de cada cobertura. Assim, no caso dos encargos que incidem apenas sobre algumas coberturas, é impossível verificar a exactidão dos valores cobrados. No seguro para moto, por exemplo, o que paga para o Fundo de Garantia Automóvel (FGA) corresponde a 2,5% da cobertura de responsabilidade civil obrigatória. Mas como o recibo não diz quanto custa a cobertura, o consumidor não tem forma de confirmar se o valor do encargo é correcto.

O termos com que deverá estar familiarizado são os seguintes:

Encargos de fraccionamento: Estes dependem da seguradora e aumentam com o número de fracções em que se divide o prémio (2 semestrais, 4 trimestrais ou 12 mensais). Se pagar por débito directo, pode ficar isento.

Custo da apólice ou acta: O custo da apólice ou acta é aplicável a todos os que contratam um seguro para moto pela primeira vez ou alteram o mesmo. Cobre os custos administrativos da sua emissão e ronda os 5 euros.

Imposto de selo: Este imposto é entregue ao Estado e varia entre 5% e 9% do prémio comercial, em função do tipo de seguro.

Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNB): Garante a protecção de pessoas e bens em caso de incêndio ou catástrofe natural. Equivale a 13% ou 3,9%, consoante se aplique a incêndio ou multirriscos ou habitação.

Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM): Garante cuidados de saúde às vítimas de acidente ou doença súbita. Nos seguros de moto, automóvel, de acidentes de trabalho, pessoais, vida e saúde é cobrado 1 por cento.

Carta Verde: Ao pagar o prémio, é emitida a carta correspondente ao período pago (3, 6 ou 12 meses). Cada uma custa € 1,30, inclui o imposto de selo e uma parcela para o INEM.

Fundo de Garantia Automóvel: Garante indemnizações aos lesados por acidentes, quando se desconhece o responsável ou este não tem seguro. Corresponde a 2,5% do prémio da responsabilidade civil obrigatória.

Outros encargos: No seguro para moto, 0,21% dos prémios também se destinam à Prevenção rodoviária.

O seguro de moto é normal para quem adquire uma moto, é natural buscar um seguro para seu novo bem, prevenindo-se para os casos de roubo, acidentes ou outros tipos de danos. Por vezes o seguro de motos é um seguro difícil de fazer e na maioria das vezes muito caro, especialmente em relação ao custo da própria moto. Além disso, o seguro de moto obrigatório tem ficado mais caro ao longo dos últimos anos.

Este site foi feito devido ao facto de ser motard e também ser mediador de seguros. Assim posso aconselhar e informar a todos os interessados em seguros de motos como conseguir efectuar seguros para motos sem contrapartidas, ou seja sem ter de contratar outros produtos para poderem fazer o seguro e ao mesmo tempo usufruir de um bom preço.

Um exemplo de um bom seguro de moto é uma pessoa que tenha carta há pelo menos 5 anos e para motociclos de cilindrada até 500 cc o valor anual pode rondar os 112,00 €, se a cilindrada for superior o valor anual do seguro de moto é de 126,00 €. Obviamente que se existir um histórico sem sinistros os valores do seguro de moto são ainda mais baixos. O seguro de moto tem cobertura de responsabilidade civil até 1.800.000,00 € e assistência em viagem Km 0, podendo também ser contratado o seguro de moto de ocupantes.
O motards tem de ter cuidado e estar informados que existem alternativas às propostas habituais e discriminatórias efectuadas pela maioria das seguradoras.

A situação do aumento do preço dos seguros de motos tem sido justificada pelas seguradoras que consideram a moto um veículo inseguro pois é mais propícia a acidentes ou roubos.

De uma ou outra maneira, prepare-se para responder a um longo questionário por parte da seguradora. A sua idade, sexo, se a moto é para trabalho ou lazer, tipo de trabalho, se pretende viajar com a moto e até se você faz parte de moto clubes são factores que vão ser levados em conta na hora de montar o seu “perfil”. Esse perfil que irá determinar, junto com o modelo de moto e onde você mora, o valor final do seguro de moto que você está a comprar.


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